Sintomas

Os sintomas são manifestações ou formações do inconsciente, oriundas da conciliação entre o Eu e os conteúdos reprimidos/recalcados.

Sintomas estão ligados a tudo aquilo que não vai bem na vida do sujeito, aquilo que o faz sofrer de forma intensa, o que se repete e sobre o qual não se tem controle. É o caso das obsessões, compulsões, adicções, crises de angústia, somatizações, inibições etc.

Em suma, sintomas são aquilo que a pessoa repete indefinidamente, sem querer, gerando a famosa pergunta: “Por que eu fiz (ou não fiz) isso de novo?”. É tipicamente aquilo que prometemos a nós mesmos mudar a cada reveillon, mas que, entra ano e sai ano, somos obrigados a constatar que nada ou pouco mudou.

O sintoma é sempre uma metáfora, um substituto para uma constatação relacionada a um desejo sobre o qual nada queremos saber. Freud dizia que ele é um substituto para uma satisfação frustrada.

Em termos lacanianos, falamos que o sintoma está sempre ligado ao “gozo”, o que constitui um conceito complexo. Simplificadamente, gozo é um sofrimento e um prazer intenso, vivenciados em conjunto, de forma paradoxal. Isso significa que todo comportamento sintomático gera um sofrimento evidente mas, igualmente, está ligado a alguma forma de satisfação inconsciente. Por isso é tão difícil dele nos desligarmos.

Pode parecer muito estranho afirmar que temos satisfação em situações que nos fazem sofrer tanto, mas é justamente essa a chave da questão. Trata-se de uma descoberta eminentemente psicanalítica. 

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